Autoconhecimento: A importância de lidar conosco e com os outros

2 maio, 2017
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Tão importante quanto cuidar da nossa saúde física é cuidar da nossa saúde mental. O autoconhecimento é essencial nos dias de hoje pois com ele aprendemos a lidar com nós mesmos e com os outros. Ao estar constantemente em contato com pessoas, precisamos entender os relacionamentos interpessoais para facilitar o gerenciamento dos conflitos e desentendimentos entre as pessoas. Conhecendo o próximo, nos preparamos para administrar atitudes e evitar diversos conflitos nas mais variadas áreas do relacionamento humano.

Como realizar o processo de autoconhecimento de maneira eficaz?

Uma das ferramentas que pode auxiliar na busca do autoconhecimento é justamente o Eneagrama. Representado por um símbolo composto de uma estrela de nove pontas formada por linhas internas, ele permite correlações entre os respectivos tipos de características pessoais através das principais emoções como o orgulho, a indolência, a vaidade, a gula, a raiva, inveja, avareza, medo, luxuria.

Autoconhecimento - Eneagrama

Ninguém sabe ao certo quem criou o Eneagrama. Alguns registros apontam que seu aparecimento se deu na região da Babilônia por volta do ano 2.500 a.C. O que sabemos é que o responsável pela introdução do símbolo no mundo moderno foi George Ivanovich Gurdjieff, um filósofo armênio nascido por volta de 1875. Em uma de suas viagens, movidas pela sede de conhecimento sobre as questões humanas, ele encontrou o símbolo do Eneagrama, este ensinado por Gurdjieff na época, era um modelo usado para explicar processos, como as estações do ano, os dias das semana, tudo que poderia ser descrito como contínuo. O Eneagrama que conhecemos hoje como tipologia psicológica, esta possui duas principais fontes:

O filósofo boliviano Oscar Ichazo – que como Gurdjieff, era fascinado pela ideia de recuperar conhecimentos perdidos sobre a natureza humana – pesquisou e sintetizou os vários elementos do Eneagrama. Ele associou o símbolo com um conhecimento da sabedoria do deserto passada oralmente por gerações, os nove tributos Divinos, características dos Deuses, conforme se refletem na natureza humana. No Eneagrama, a ideia é de que embora tenhamos em nós todas as emoções principais, uma delas se destaca com mais força. Desta forma, se tornando nosso vício emocional, a origem de nossos desequilíbrios e do nosso padrão de comportamento.

Nos anos 1970, o psiquiatra Claudio Naranjo, viajou para o Chile para estudar o tema com Ichazo. Logo após assimilar a técnica, voltou para a Califórnia e começou a aplicar o conceito do Eneagrama aos sistemas psicológicos que já havia estudado. Seu foco de interesse foi correlacionar os tipos do Eneagrama às categorias psiquiátricas que conhecia, e assim, começou a expandir as resumidas descrições que Ichazo inicialmente havia feito dos tipos.

Com algumas adaptações, o psiquiatra modernizou o Eneagrama adaptando os tipos de personalidades e estabelecendo a teoria como proveniente de várias fontes, não apenas uma, sendo um produto híbrido, uma mistura das antigas tradições de sabedoria e da psicologia moderna.

Para se entender e tornar a técnica aplicável é necessário realizar um treinamento de Eneagrama. Por meio dele são expostas nossas principais questões psicológicas e nossos pontos fracos e fortes nos relacionamentos interpessoais – desenvolvendo no indivíduo uma habilidade para entender melhor quem ele é e quem são os outros ao seu redor. Além disso, o aprendizado indica como lidar satisfatoriamente com problemas pessoais e a transpor as barreiras que nos separam dos outros e de nós mesmos.

Por que o autoconhecimento tem se tornado tão essencial nos dias de hoje? A resposta a essa questão é que vivemos em um mundo onde as coisas acontecem rapidamente e as interações tendem a ser superficiais. É necessário que estejamos conscientes de nós mesmo e do nosso comportamento. Afinal, nosso comportamento produz mudanças no ambientes e por consequência somos afetados por elas.

Então por que não darmos chances a nossa própria capacidade de moldar um ambiente saudável ao nosso favor?